sexta-feira, 23 de novembro de 2007

O caos no trânsito de Pelotas





Nas primeiras horas do dia 9 de abril de 1979, nasceu um dos filhos mais apaixonados por Pelotas. Quando criança, pensava que tomar conta de uma cidade fosse uma tarefa sem dificuldade para os responsáveis da área. Que a falta de luz pudesse ser facilmente resolvida, que os bandidos fossem parar na cadeia e as pessoas pudessem viver em perfeita harmonia.

Pura ilusão. Percebi a minha cidade despencando. Os políticos apenas preocupados com a suas permanências nos cargos, deixando de lado a ética e a vontade de governar uma cidade tão importante.

Dentre vários exemplos do descaso pelos governos, gostaria de citar o trânsito em geral da nossa cidade. Em primeiro lugar, existe algum filho de Pelotas em sã consciência que não tenha uma crítica sobre o trânsito?

Os azuizinhos foram para as ruas para educar os motoristas e orientar os pedestres. Realmente é um trabalho consciente e interessante. Como dar créditos para esses “pobres” trabalhadores se as condições são poucas, e as que ainda restam, precárias. Por onde andam os automóveis destinados para que essa classe realize um trabalho mais ostensivo?

As sinaleiras estão às escuras. Já fazem mais de duas semanas, na extensa rua Marechal Floriano, sob os cruzamentos das ruas Quinze de Novembro e Andrade Neves, que os semáforos servem apenas para desviar a atenção dos motoristas e pedestres, causando tenção com uma dose de suspense. É um verdadeiro show de buzinas. Bem que naquele trecho de movimento intenso, poderia estar presente um agente de trânsito, para auxiliar o fluxo dos automóveis e pedestres.

É um repertório de obras mal concluídas. O SANEP abre os buracos, mas o SANEP não os fecha. E quando tenta, não consegue. E de quem é a culpa? É da Prefeitura ou dos contribuintes que ainda pagam IPVA, seguro obrigatório, multas e outros impostos para transitar com seus veículos e não os ter confiscados pelas “máfias” das garagens.

As ruas, pelas quais nossos carros transitam são emaranhados de buracos, crateras, pedras e outros adjetivos, menos asfalto. Avenida Dom Joaquim, Bento Gonçalves, Santa Cruz, Deodoro, Santos Dumont, Andrade Neves, Voluntários da Pátria, Rafael Pinto Bandeira, são exemplos fáceis e visíveis do descaso da Prefeitura. Cito essas, pois a grande maioria faz o acesso com o Centro da cidade onde sobrevive Pelotas.

Escolher o melhor buraco por onde passar já não é novidade na terra do doce. Qual o automóvel deveria quebrar para que houvesse reformas nas estradas? Seria de alguém que exercesse um cargo especial na Prefeitura?

Não acreditar nem mesmos nos “confiáveis” semáforos, já é normal. Não devemos esquecer que em alguns cruzamentos as sinaleiras dormem após a meia noite. Melhor dizendo, descansam, causando tensão nos motoristas que não têm certeza sobre a correta preferencial, pois as mesmas ficam piscando e piscando.

A Avenida Bento Gonçalves, virou pista de velocidade. É um festival de imprudência, é moto passando pelo meio dos automóveis, é competição de som, e o triste resultado dessa verdadeira bagunça nas páginas da policia no dia seguinte. Há quantos anos persistem esses problemas? E por quantos mais vamos presenciar esses absurdos? Quem precisa morrer para que a Prefeitura tome mudanças drásticas na penalidade desses infratores? Não gostaria de acreditar que nada pode ser feito. Que esses delitos passem despercebidos e que a vida seja colocada em risco, ora por rachas ora pelas condições das pistas.

O que devemos fazer então? Esperar? Eu prefiro rezar.....

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Futsal em alta

COLUNA – Marcelo Bertholdi Oxley
(matéria pubicada no mês de outubro)



Há muitos anos não víamos em Pelotas, um futsal com extrema qualidade.

Nos anos “dourados” do futsal, muitos desses atletas que hoje orgulham nossa cidade talvez não fossem nascidos.

Pelotas, sempre esteve no topo do esporte. Não é por acaso que muitos jogadores pelotenses, fazem sucesso em diversas equipes do Estado, Brasil e do mundo. O ponto forte do nosso futsal é o trabalho realizado nas categorias de base.

No início de 2000, AABB (Associação Atlética Banco do Brasil) e APE (Agremiação Pelotense de Esportes), tentavam com pouca estrutura, mas com muita dedicação, não deixar morrer esse esporte que sempre foi evidência e uma paixão em Pelotas.

Em seguida, veio o ousado projeto da UCPel em meados de 2004. Projeto que já somou, um vice campeonato Citadino no mesmo ano, terceira colocação na Série Bronze (2005), Campeão Série Prata e Citadino (2006), vice campeonato da IV Copa Sul e Campeão da Unificada Ouro Prata (2007). Em 2008, a UCPel já está garantida na Taça Brasil.

Com quase três anos de existência, a UCPel já participa da Série Ouro e tem uma campanha de causar inveja até mesmo para tradicionais times de futsal do Estado como Ulbra e Atlântico. Hoje a UCPel soma nove pontos em 12 disputados e ocupa a vice-liderança, atrás apenas da ACBF de Carlos Barbosa com dez pontos.

Depois de realizar um jogo parelho em Horizontina contra a John Deere, a equipe pelotense foi derrotada por 3x1. Resultado normal, mas contestado pelos jogadores da Universidade, pelo ritmo de jogo imposto e pelas inúmeras oportunidades perdidas de gols. Se vencer Carlos Barbosa na próxima rodada em Pelotas, no ginásio do Sest Senat, o time de Betinho reassume a liderança da Ouro.

Contudo, é lastimável alguns meios de comunicações não acompanharem o grande momento que vive o futsal em Pelotas. Esperamos que nessa fase quente, possamos observar os lugares no ginásio destinados as rádios e as emissoras de tv’s, realmente ocupados pelos profissionais da área.

É o momento de todo pelotense prestigiar o esporte da bola pesada. Além do sucesso da UCPel pelo Estado, Paulista e Brilhante disputam nas categorias de base, seus jogos finais pelo futsal. O campeonato Citadino também está chegando na fase final. Portanto, tem futsal para todos os gostos e idades.