sábado, 22 de março de 2008

LEI SECA quanto mais cedo, melhor!!











Sem bebidas nos estádios e ginásios. Esse é o resultado da Lei Seca, a qual, as tradicionais equipes de futebol do Brasil, terão que se adaptar no prazo de um ano.

A idéia é inibir a violência nos estádios. Em Pelotas, a Lei ainda não foi bem assimilada pelos presidentes dos principais times. Luis Aleixo do Esporte Clube Pelotas e Elder Lopes do Grêmio Esportivo Brasil, acham que a violência nos estádios não está relacionada com as bebidas alcoólicas vendidas dentro dos estádios e sim com a cultura que envolve o esporte. Ewaldo Poeta, presidente do Grêmio Atlético Farroupilha, ainda não se posicionou exatamente sobre o fato, mas concorda com os demais presidentes sobre o prejuízo que a Lei trará para as equipes, que dependem da arrecadação das copas.

O que os amantes do futebol precisam entender, é que, álcool e esporte nunca foram uma parceria certa. Um, prima pela saúde, o bem estar, a competitividade e outros adjetivos que lembram qualidade de vida. O outro quando bastante utilizado causa discórdia, violência e mancha um dos maiores espetáculos da terra que é o futebol.

A Lei seca que já foi imposta nas estradas no início de fevereiro, também não foi aceita pelos comerciantes que contabilizam um prejuízo de 50% em seus negócios. Todavia, mais de 61% dos acidentes de carro, apresentam um fator predominante em seus condutores - alcoolemia, ou seja, presença de álcool no sangue.

Os prejudicados com a Lei, travam intensos bate boca com o governo. O que precisamos entender é o satisfatório resultado da proibição de bebidas, tanto nas estradas e o possível rendimento nos estádios. O mais interessante é que a redução das vítimas fatais no trânsito é uma realidade quando não há álcool. Talvez se houvesse uma conscientização social na hora de ingerir bebidas alcoólicas, o governo não optasse por tomar essas drásticas medidas que deixaram milhares de pessoas desempregadas. Mas como no Brasil, as coisas tendem a funcionam com leis, a melhor opção seja essa.

Quem sabe assim, as páginas policiais dos jornais impressos, tele-jornais e rádios, não lucrem apenas com os altos índices de mortos nas estradas ou guerras entre torcidas organizadas muitas vezes causadas pelo álcool. O Brasil tem um triste reconhecimento de povo que dá um “jeitinho” e assim está sendo nas estradas. Infelizmente, postos de gasolina e outros estabelecimento, estão criando entradas auxiliares, trocando o endereço para o recebimento do álcool. É claro. Só no Brasil!

O jornalismo anda medíocre e sensacionalista. Todos sabem que as notícias mais vendidas são envolvidas por mortes, brigas e tragédias. O álcool certamente está dentro desse ciclo. Se não somos conscientes o bastante para diminuir o álcool, temos que aceitar aquele tão conhecido versinho, “o bom, paga pelo mau”.







quinta-feira, 13 de março de 2008

TROTE bagunça, violência e morte. Até quando?


Zombaria a que os veteranos das escolas sujeitam os calouros. Esse é um dos vários significados da palavra trote. Todavia, esse ato poderia se chamar imbecilidade (retardo mental em que o nível intelectual do indivíduo não ultrapasse o de uma criança de sete anos).

Todos os anos, nos deparamos com os tradicionais trotes onde o calouro vai normalmente para a sala de aula, porém é submetido a realizar coisas bizarras.

Quando o trote é leve, os veteranos (organizadores) impõem aos calouros passar um chiclete de boca em boca, andar descalços e outras infantilidades. Cuidado! Se você for um estudante de cabelos longos, terá que cortar os cabelos, sob pena de pagar um valor em dinheiro para a caixinha (local onde os veteranos guardam as economias para festas futuras). Se você se acha esperto e optar por não participar do trote, poderá ser banido de todos os eventos festivos de sua classe. Então, você não tem saída. Ou participa e é humilhado ou participa e é agredido.

Porém, todos aqueles que participam dos trotes, sabem que nem sempre os mesmos acabam bem. Em março de 1980, Carlos Alberto de Souza, calouro da Universidade de Mogi das Cruzes (SP), não aceitou que alguns “veteranos” cortassem o seu cabelo. Revoltados, os estudantes que praticavam o trote agrediram o calouro com socos e pontapés – Souza não resistiu aos atos de violência e morre. Dez anos depois, o estudante de direito George Parreira Mattos, morreu em conseqüência de uma parada cardíaca, quando tentava fugir de um trote, em Rio Verde (GO). As humilhações também fazem parte desse ato. Foi o que aconteceu em 1993, com o estudante Ugo Luís Júnior, do curso de engenharia da Unesp de Guaratinguetá (SP). Devido ao constrangimento o aluno abandonou a vaga depois de ser agredido e obrigado a carregar um peso de sete quilos em seus órgãos genitais.

Outros absurdos como, alunos de faculdades particulares disputando espaço nas sinaleiras com pessoas que não têm o que comer, para ver quem leva a melhor em míseros dez centavos, mancham ainda mais a nossa cidade, sofrida pela indiferença e o elevado número de meninos de rua que tentam sobreviver com esses trocados. Ovos, frutas, farinha e outros mantimentos, são as fantasias do desperdício. Fantasias que, por um momento pode servir de alimento para um mendigo. Não podemos deixar de demonstrar a nossa indignação com a sociedade conivente com esse ato desanimador. Sociedade, que muitas vezes se queixa das taxas tributárias altíssimas e ajuda um calouro a encher o bolso de dinheiro, deixando de doar para quem precisa. A questão aqui, não é apoiar o “trocado na sinaleira”. Mas, já que está disposto a doar, que doe para quem realmente precisa.

Depois de atingida a sua cota, para onde vai o dinheiro “suado” que os calouros arrecadaram em seu árduo trabalho? Seria para algum asilo? Para um orfanato? Ou, para uma humilde escola? O pior, é a resposta para essas perguntas. Porque não há uma resposta para essas perguntas. O lucro, servirá para grandes festas dos veteranos onde a regra básica é beber até cair. Zoar daqueles que por um momento foram vistos como ingênuos e impotentes.

No país da desigualdade, mesmo nas sinaleiras, fica claro que, a brincadeira de uns é o ganha pão de outros.