domingo, 22 de junho de 2008

UM EMPATE ENTRE VENEZUELA E CHILE, JÁ É BRINCADEIRA


Depois de perder para o Paraguai em Assunção e empatar com a Argentina em Belo Horizonte, nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010 na África, a seleção brasileira do técnico Dunga, chegou a triste marca de ficar torcendo por um empate entre venezuelanos e chilenos para permanecer entre as quatro equipes que representarão a América do Sul no maior evento futebolístico do planeta.

O Brasil, definitivamente, não está atuando bem nas eliminatórias. Os jogadores perderam a identidade com a camisa canarinho. Talvez por seus altos salários, talvez por vaidade, todos os jogadores com poucas exceções, estão deixando a desejar por onde passam. Foi assim em amistoso realizado contra a frágil Venezuela em Boston, Estados Unidos, onde a seleção brasileira perdeu por 2x0. Façanhas a parte, é a primeira vez na história do futebol que o Brasil perdeu para a Venezuela.

O gaúcho Dunga é um constante teste para cardíaco. Levar para campo três volantes – Gilberto Silva, Josué e Mineiro – sem a mínima criatividade, para enfrentar o Paraguai, realmente não dá para entender. Resultado, 2x0 para os paraguaios.

Em seguida, o Brasil precisava se recuperar contra a Argentina. Mas lá estavam eles, Gilberto Silva e Mineiro. O técnico Dunga trocou Josué por Anderson, mas sua opção foi ineficaz. Resultado, 0x0. Injusto pelo que os argentinos criaram, ainda mais com Lionel Messi do Barcelona que perdeu várias oportunidades de gol. O Brasil se safou de uma nova derrota.

Contudo, o técnico Dunga não é o único culpado do fracasso nos últimos jogos. Os jogadores com sua disposição melancólica também estão empobrecendo o nosso futebol, nos deixando apreensivos e pouco confiantes em cada partida.

Então a nossa única saída era torcer por resultados paralelos. Um empate entre venezuelanos e chilenos acalmariam os ânimos do “melhor futebol do mundo”. A Venezuela nunca participou de uma Copa do Mundo e o Chile participou pela última vez em 1998 na França.

A fase da seleção é tão ruim que, o jogo entre venezuelanos e chilenos realizado na Venezuela, já estava se encaminhando para o empate por dois a dois quando aos 47 minutos do segundo tempo, o chileno Suazo desempatou a partida, calando a cidade venezuelana de Puerto La Cruz na Venezuela, e todo o Brasil.

Com esse resultado a seleção brasileira ocupa a quinta colocação nas eliminatórias. Se acabasse hoje, a seleção estaria fora do G4 (as quatro equipes que iriam para a Copa).

Para completar a triste faze com chave de ouro, o Brasil no dia 06/09/2008 joga em Santiago no Chile contra a equipe chilena que ocupa hoje a terceira colocação nas eliminatórias com 10 pontos.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

A NOSSA, TAMBÉM FOI BOA

Pelotas, na noite da última sexta feira, 16 de maio, pode presenciar diversos palestras na área de comunicação.

No auditório Central do Campus I, da Universidade Católica de Pelotas, ocorreu o seminário sobre o estágio atual e perspectivas para o futebol feminino. Dentre os palestrantes, estavam presentes a Deputada e representante do Ministério dos Esportes, Manuela D’Avila, Eduarda Streb e Elisabete Fernandes da RBS TV e Luis Castgliaro e Vinicius Munhnoz da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). A crescente prática do futebol feminino foi o principal assunto do debate. O seminário reuniu alunos de jornalismo, educação física e diversos desportistas de todas as áreas.

Já no Campus II, estudantes de publicidade tiveram a visita de um dos maiores grupos de comunicação do Brasil. A Escala Comunicação e Markenting é hoje a principal liderança do setor publicitário na Região Sul e conta com clientes como, Zero Hora e Praia de Belas Shopping Center. A Escala apresentou trabalhos e curiosidades, ao longo de seus mais de 30 anos no mercado.

Porém, o melhor ainda estava por vir. José Ricardo Castro, responsável pelo Espeto Corrido, coluna do Diário Popular, trouxe para os alunos, como principal questão, a situação da política em Pelotas. Sem medir palavras ou nomes, Castro, contou desde o seu começo de carreira até seus processos. No total de oito e deixando bem claro, “todos vencidos”. O palestrante, com mais de 30 anos de jornalismo, feliz pelo o que faz e apaixonado por Pelotas, mostro-se a vontade.

Entre macetes e técnicas para um bom marketing político, Castro apresentou diversos interesses pessoais que fazem com que, os partidos busquem uma coligação, deixando descaracterizados seus partidos e seguidores. “Esse processo é uma verdadeira máquina, e essa, tem que ser alimentada”. O jornalista ainda precisou alguns detalhes sobre as próximas eleições para a prefeitura de Pelotas. “São os mesmos de sempre e não haverá nada de novidades. Apenas, poderemos nos surpreender com alguma coligação entre os partidos.”

Sobre o presidente da República, Castro, explicou uma emenda em que daria uma nova possibilidade do nosso atual presidente, Lula, em novamente se reeleger. “O presidente diz que não quer, mas com a força, hoje, do ‘nome’ Lula, acho que ele não vai resistir, até porque existem centenas de interesses em todo o Brasil”. Se a nova emenda for aceita, não haverá segundo mandado e sim um mandado que passaria de quatro para cinco anos, já valendo para as próximas eleições.

A ligação do jornal Diário Popular com a cidade de Rio Grande, também foi debatida. Lembrando que, nesse mês, a parceria fechou um ano. “Essa nova idéia foi muito boa para nossa região, agora, poderemos ter uma nova oportunidade em Bagé. Temos força e conhecimento para seguir ampliando novas parcerias”, disse Castro.

Os estudantes presentes na palestra, saíram satisfeitos e com seus conhecimentos aprimorados sobre a verdadeira situação política em Pelotas. Certamente, as próximas eleições para prefeito, serão analisadas sob outros aspectos.

quinta-feira, 8 de maio de 2008


$$ A CULTURA DE PELOTAS $$

Estacionamento, Supermercado, Igreja e Loja

Em 1780, começa a história de um dos municípios mais charmosos de todo o Brasil.

Pelotas, terceira cidade mais populosa do Estado, está a 250 Km da capital gaúcha, Porto Alegre e é reconhecida nacionalmente como a terra do doce. Seus prédios históricos e por vez, bem conservados, dá a Pelotas, o título de cidade da cultura do Rio Grande do Sul.

Museu da Baronesa, Grande Hotel, Castelo Simões Lopes, Praia do Laranjal, Mercado Público, os Casarões da Praça Coronel Pedro Osório, Teatro Guarani e Teatro Sete de Abril, são alguns dos pontos turísticos mais conhecidos e visitados.

Gostaria de abrir um parágrafo para uma rara beleza. Quem visitar Pelotas e não passar pela Catedral São Francisco de Paula, não visitou a cidade. Fundada a partir de 1832, inclui-se sem dúvida entre as 10 Igrejas mais lindas do Brasil.

Além de possuir diversas faculdades e escolas, Pelotas, também é reconhecida por seu variado comércio localizado principalmente no calçadão da Rua Andrade Neves.

Contudo, infelizmente, a palavra “comércio”, vem se destacando e muito na cidade que já levou o nome de berço cultural. Há quem diga que em Pelotas só não se vende à alma. Talvez, por administrações desastrosas aliada com a alta tecnologia, a nossa Princesa do Sul, não seja mais vista como cultural e sim como a terra que nada dá certo. Particularmente, não gosto desses adjetivos e condeno filhos que mancham o nome de Pelotas por ai a fora.

Os nossos antigos e famosos cinemas, grandes representantes culturais, também não conseguiram escapar do forte comércio e foram atraídos e trocados por “moedas”.

O Cine Capitólio um dos mais antigos em atividade no Rio Grande do Sul, fundado em 1928, com capacidade para mais de 700 pessoas, fechou em outubro de 2007 e hoje funciona um estacionamento. Quando foi questionado sobre a falência do cinema, o proprietário contestou a ausência de público nas salas e disse que não tinha mais como segurar as despesas.

Em 1962, passou a funcionar o Pelotense Cine-Rádio, ou Cine Pelotense. Conhecido por suas matinês e filas para comprar balas, o cinema também não se adaptou ao modernismo fechando as suas portas em março de 1997. Suas poltronas foram leiloadas por R$ 10,00. Hoje, no local, está instalado um supermercado. No palco do antigo cinema, funciona a padaria e o açougue do estabelecimento.

Logo em seguida em 63, foi criado o Cine Tabajara. Responsável por grandes estréias cinematográficas como Jurassic Park, um dos filmes mais marcantes dos anos 90 e até hoje, o Tabajara fechou há quase vinte anos. Não resistindo à força das “novas Igrejas” o prédio foi comprado.

Pequenino mas aconchegante. Na sua programação; filmes para todas as idades até uma certa hora, em seguida, apenas para maiores de 18 anos. Criticado por muitos, o Cine Rei, também não conseguiu resistir à era dos anos 90 e fechou suas portas. Hoje, pela sua condição geográfica privilegiada, não poderia existir outra coisa que não fosse uma loja.

Não podemos condenar as pessoas que por um motivo ou outro, foram obrigadas a negociar os nossos espaços culturais. Precisamos entender que todos e tudo, passam por reformulações e modificações e infelizmente, se não nos adaptarmos não sobrevivemos. O que fazer se nos dias de hoje, existe o comércio clandestino de filmes? As condições financeiras ultrapassam até mesmo o charme dos antigos cinemas e tudo de maravilhoso que eles nos proporcionavam. Nada podemos fazer contra a Internet e a facilidade que ela traz para aquisição de um simples filme.

O que precisamos entender é que a mudança é inevitável. Nada será como antes. Mas, amar sempre a nossa terra é uma forma de apresentar a nossa cultura. Acreditando e buscando o melhor para Pelotas, ainda é a melhor saída.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

AUDIÊNCIA – cuidado criancinhas!



Em meio à violência em que o Brasil vive, o maior desejo de milhares de pais, principalmente de uma classe social mais necessitada, é ter por perto os seus filhos em casa sob sua proteção e longe das ruas.

A emissora de televisão Rede Globo (a primeira do Brasil e quinta do mundo mais assistida), é reconhecida por apelar na hora de conquistar audiência, ou poderíamos ter outra opinião, “Big Brothermente” falando?

O caso mais recente de apelo por audiência, não apenas vindo da Globo mas também da maioria das emissoras é o assunto Isabella - assassinada brutalmente pelo pai e madrasta. Quando essa menina poderá descansar em paz? Será que os diretores e responsáveis pelas programações não conseguiram lucrar o bastante? Quantos casos de brutais assassinatos, não acontecem com pessoas mais humildes em todo o Brasil e não são noticiados?

Voltando ao assunto, seguindo a idéia do primeiro parágrafo, existe uma atenção redobrada dentro da família para que os jovens não caiam na criminalidade, virando estatísticas, passando a ser o principal objeto de desejo da audiência principalmente de programas sensacionalistas apresentados todos os dias e em todas as emissoras.

O maior pico de audiência da Globo e de toda programação brasileira, depois do Jornal Nacional, é sem dúvida a novela denominada “das 8” que começa as 9 horas. No mês passado, a novela Duas Caras apelou covardemente. O diretor e também ator da trama, Wolf Maia, mostrou para todo país um aniversário surreal. Mais de 50 milhões de brasileiros ou 29% da população brasileira que sobrevive na pobreza puderam observar, com seus jovens filhos ao lado, a extravagante e luxuosa festa de criança. Recepção, piscina com salva-vidas, presentes caríssimos, mágicos, dançarinos, campo de futebol, seguranças, garçons, enfim, esse foi o cardápio que ditou o gigantesco evento. A infelicidade do capítulo, ainda contou com a seguinte frase dita pelo personagem que estava de aniversário, “se você quiser uma festa assim, insista bastante para o seu pai que ele lhe dá”.

Erra quem possa pensar que, nos dias de hoje a população mais pobre não tenha acesso a um aparelho de TV. Em centenas de casos, o menos favorecido troca a necessidade de uma geladeira por uma televisão.

Como uma família poderá dar para o seu filho uma festa assim, com pouco mais de R$ 80,00 por mês? O que dirá um pai para o seu eufórico filho, na esperança de ter uma festa no mínimo parecida? E se o seu filho insistir para ter a tal festa – como fez o ator - o que vão lhe dizer seus familiares?

A sociedade está acostumada a presenciar novelas, filmes e outros programas não condizentes com a nossa realidade. Mas, apelar contra as crianças, é a decadência, humilhação e falta de criatividade televisiva. A manipulação, nos dias de hoje, está estampada para qualquer faixa etária. Basta ligar a TV e pronto. Tem para todos os gostos, de três a dez anos, dos dez em diante, para negros, brancos, homens e mulheres, assim percorrendo tudo e a todos. Por onde andará a ética tão estudada e falada? A força do dinheiro está em qualquer lugar. Cometem um grave equívoco as pessoas que pensam que a televisão está ficando cada vez mais verdadeira.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

UCPEL ESTRÉIA COM DERROTA NA SÉRIE OURO



Time do técnico betinho, sentiu os desfalques

Ingressos com preços altos e às ausências do goleador binho e do capitão kaká, já davam indícios do que seria a noite do dia 5 de abril no ginásio do Sest Senat, na estréia do futsal da Universidade Católica de Pelotas, na Série Ouro. Além disso, do outro lado da quadra estava o Atlântico de Erechim, sétimo colocado na Liga, com dois jogos a menos que o líder.

O que os amantes e torcedores do futsal da UCPel gostariam de ter assistido, era uma estréia bem parecida com a de 2007, quando o time pelotense derrotou o mesmo atlântico pelo placar de 2x0. Mas, assim como o futebol de campo, o futsal reserva algumas surpresas e o jogo acabou 3x0, agora para a equipe de Erechim.

Pouco tempo de treinamento, lesões e a perda de alguns jogadores que cansaram de esperar por uma decisão da comissão técnica da UCPel, podem ter sido os principais fatores pelo baixo rendimento no primeiro jogo da Universidade. Com poucas peças, o técnico betinho, precisou usar jogadores com pouca experiência na competição, mas que deram a resposta dentro da quadra e fizeram um jogo parelho contra uma equipe que treina desde janeiro.

Contudo, o elenco composto por mais de 70% de jogadores novos, tem a incumbência de representar e elevar o nome da cidade na competição máxima no futsal estadual. E para isso, a UCPel tem nova chance em São Leopoldo, na próxima sexta-feira contra a equipe do Gush, que também estreou com derrota.

O torcedor pelotense espera para a próxima partida em Pelotas no dia 19 de abril, contra a Agel de Garibaldi, além de um ingresso mais acessível, a primeira vitória em casa dos novos atletas.

domingo, 6 de abril de 2008

FESTA A FANTASIA, JÁ É REALIDADE

Um sucesso. Esse foi o resultado da terceira edição da Festa a Fantasia da Comunicação, realizada na noite do dia 4 de abril no salão superior da AABB.

Organizada no primeiro semestre de 2007, a festa veio com a característica de reunir todos os estudantes, professores e funcionários do Campus II.

Mais de 200 pessoas (todas fantasiadas), usaram e abusaram das mais criativas fantasias. Dentre elas, havia um palito de fósforo, presentes, personagem do jogo de vídeo-game Mortal Kombat, gueixas e outras.

Outros detalhes como equipe de segurança, duas bandas ao vivo, DJ, cerveja liberada e gelada e uma decoração interessante, deram um brilho diferente para mais essa edição.

Um dos organizadores, Mateus Cardozo, disse que foi a melhor festa organizada por ele, “ não recebi nenhuma reclamação do evento. O pessoal optou apenas em se divertir e beber moderadamente. A paz reinou e o que ajudou foi a amizade que há no Campus II. Isso dá mais força para organizar outras edições”.

Outro detalhe, foi a importância dos patrocinadores para a realização da festa. Bandejão Fornecimento de Refeições, Horti-fruti Moacir Gonçalves, Pancho, Serigrafia Rioserg, Posto Cidadão Capaz e Camaleão Fantasias, foram os responsáveis pelo sucesso da noite.

A quarta edição já está sendo pensada por seus patrocinadores. A exemplo do ano de 2007, a festa deverá acontecer no mês outubro.

sábado, 22 de março de 2008

LEI SECA quanto mais cedo, melhor!!











Sem bebidas nos estádios e ginásios. Esse é o resultado da Lei Seca, a qual, as tradicionais equipes de futebol do Brasil, terão que se adaptar no prazo de um ano.

A idéia é inibir a violência nos estádios. Em Pelotas, a Lei ainda não foi bem assimilada pelos presidentes dos principais times. Luis Aleixo do Esporte Clube Pelotas e Elder Lopes do Grêmio Esportivo Brasil, acham que a violência nos estádios não está relacionada com as bebidas alcoólicas vendidas dentro dos estádios e sim com a cultura que envolve o esporte. Ewaldo Poeta, presidente do Grêmio Atlético Farroupilha, ainda não se posicionou exatamente sobre o fato, mas concorda com os demais presidentes sobre o prejuízo que a Lei trará para as equipes, que dependem da arrecadação das copas.

O que os amantes do futebol precisam entender, é que, álcool e esporte nunca foram uma parceria certa. Um, prima pela saúde, o bem estar, a competitividade e outros adjetivos que lembram qualidade de vida. O outro quando bastante utilizado causa discórdia, violência e mancha um dos maiores espetáculos da terra que é o futebol.

A Lei seca que já foi imposta nas estradas no início de fevereiro, também não foi aceita pelos comerciantes que contabilizam um prejuízo de 50% em seus negócios. Todavia, mais de 61% dos acidentes de carro, apresentam um fator predominante em seus condutores - alcoolemia, ou seja, presença de álcool no sangue.

Os prejudicados com a Lei, travam intensos bate boca com o governo. O que precisamos entender é o satisfatório resultado da proibição de bebidas, tanto nas estradas e o possível rendimento nos estádios. O mais interessante é que a redução das vítimas fatais no trânsito é uma realidade quando não há álcool. Talvez se houvesse uma conscientização social na hora de ingerir bebidas alcoólicas, o governo não optasse por tomar essas drásticas medidas que deixaram milhares de pessoas desempregadas. Mas como no Brasil, as coisas tendem a funcionam com leis, a melhor opção seja essa.

Quem sabe assim, as páginas policiais dos jornais impressos, tele-jornais e rádios, não lucrem apenas com os altos índices de mortos nas estradas ou guerras entre torcidas organizadas muitas vezes causadas pelo álcool. O Brasil tem um triste reconhecimento de povo que dá um “jeitinho” e assim está sendo nas estradas. Infelizmente, postos de gasolina e outros estabelecimento, estão criando entradas auxiliares, trocando o endereço para o recebimento do álcool. É claro. Só no Brasil!

O jornalismo anda medíocre e sensacionalista. Todos sabem que as notícias mais vendidas são envolvidas por mortes, brigas e tragédias. O álcool certamente está dentro desse ciclo. Se não somos conscientes o bastante para diminuir o álcool, temos que aceitar aquele tão conhecido versinho, “o bom, paga pelo mau”.







quinta-feira, 13 de março de 2008

TROTE bagunça, violência e morte. Até quando?


Zombaria a que os veteranos das escolas sujeitam os calouros. Esse é um dos vários significados da palavra trote. Todavia, esse ato poderia se chamar imbecilidade (retardo mental em que o nível intelectual do indivíduo não ultrapasse o de uma criança de sete anos).

Todos os anos, nos deparamos com os tradicionais trotes onde o calouro vai normalmente para a sala de aula, porém é submetido a realizar coisas bizarras.

Quando o trote é leve, os veteranos (organizadores) impõem aos calouros passar um chiclete de boca em boca, andar descalços e outras infantilidades. Cuidado! Se você for um estudante de cabelos longos, terá que cortar os cabelos, sob pena de pagar um valor em dinheiro para a caixinha (local onde os veteranos guardam as economias para festas futuras). Se você se acha esperto e optar por não participar do trote, poderá ser banido de todos os eventos festivos de sua classe. Então, você não tem saída. Ou participa e é humilhado ou participa e é agredido.

Porém, todos aqueles que participam dos trotes, sabem que nem sempre os mesmos acabam bem. Em março de 1980, Carlos Alberto de Souza, calouro da Universidade de Mogi das Cruzes (SP), não aceitou que alguns “veteranos” cortassem o seu cabelo. Revoltados, os estudantes que praticavam o trote agrediram o calouro com socos e pontapés – Souza não resistiu aos atos de violência e morre. Dez anos depois, o estudante de direito George Parreira Mattos, morreu em conseqüência de uma parada cardíaca, quando tentava fugir de um trote, em Rio Verde (GO). As humilhações também fazem parte desse ato. Foi o que aconteceu em 1993, com o estudante Ugo Luís Júnior, do curso de engenharia da Unesp de Guaratinguetá (SP). Devido ao constrangimento o aluno abandonou a vaga depois de ser agredido e obrigado a carregar um peso de sete quilos em seus órgãos genitais.

Outros absurdos como, alunos de faculdades particulares disputando espaço nas sinaleiras com pessoas que não têm o que comer, para ver quem leva a melhor em míseros dez centavos, mancham ainda mais a nossa cidade, sofrida pela indiferença e o elevado número de meninos de rua que tentam sobreviver com esses trocados. Ovos, frutas, farinha e outros mantimentos, são as fantasias do desperdício. Fantasias que, por um momento pode servir de alimento para um mendigo. Não podemos deixar de demonstrar a nossa indignação com a sociedade conivente com esse ato desanimador. Sociedade, que muitas vezes se queixa das taxas tributárias altíssimas e ajuda um calouro a encher o bolso de dinheiro, deixando de doar para quem precisa. A questão aqui, não é apoiar o “trocado na sinaleira”. Mas, já que está disposto a doar, que doe para quem realmente precisa.

Depois de atingida a sua cota, para onde vai o dinheiro “suado” que os calouros arrecadaram em seu árduo trabalho? Seria para algum asilo? Para um orfanato? Ou, para uma humilde escola? O pior, é a resposta para essas perguntas. Porque não há uma resposta para essas perguntas. O lucro, servirá para grandes festas dos veteranos onde a regra básica é beber até cair. Zoar daqueles que por um momento foram vistos como ingênuos e impotentes.

No país da desigualdade, mesmo nas sinaleiras, fica claro que, a brincadeira de uns é o ganha pão de outros.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

A PALHAÇADA DE 2008 ESTÁ LANÇADA



Depois de suas medíocres novelas, onde seus escritores precisam realizar cenas de sexo ou morte para levantar a audiência, a Rede Globo realiza a oitava edição do BBB (Big Brother Brasil). Considerado como um jogo, o BBB veio para tentar subir a audiência da maior emissora da América Latina.

Indiscutivelmente o BBB é programa de maior audiência em todo o Brasil. O jogo já pode ser acompanhado ao vivo. Porém, a manipulação de informação para os telespectadores meses antes do programa ir ao ar, faz com que milhares de pessoas criem a esperança de ser um dos participantes. Mas o que eles não sabem é que os jogadores já estão escolhidos. Muitas vezes atores, músicos ou “quase” famosos que precisam apenas de um empurrãozinho para conseguir a fama. Foi o caso do bem sucedido e vencedor da sétima edição do BBB Diego Alemão, que confessou no próprio jogo, nunca ter participado de entrevistas ou ter mandado qualquer vídeo para a produção. http://www.poltrona.tv/diego-alemao-nao-mandou-video-para-o-bbb/.

O jogo brinca com o temperamento de seus participantes, incentivando a discórdia, manipulação e mentiras. Os jogadores devem seguir um roteiro estipulado pelos idealizadores da famosa competição. Ora devem discutir, ora conspirar, ora chorar. Devem participar de grandes festas, com bebidas e um cardápio de dar inveja a qualquer restaurante. A Globo esbanja fartura, tudo do bom e do melhor para 14 pessoas que estão lá para um único propósito, FAMA.

Quando chega a hora do paredão (onde um jogador deixa o jogo), é conhecida mais uma farsa. O apresentador e às vezes mal humorado Pedro Bial, mostra alguns familiares dos participantes, a espera do ente querido. Pois bem, o que ninguém imaginaria fosse que o restante da platéia eram atores coadjuvantes contratados da Rede Globo, para animar e completar as lacunas na platéia.

O eliminado deixa o jogo como se fosse um guerreiro antigo, um verdadeiro vencedor, mais aplaudido ou vaiado que o Presidente e emocionado porque foi eliminado da competição. Em seguida, o eliminado ou vencedor, ainda precisa cumprir o restante do contrato e participar de alguns programas como o do Faustão, que já não sabe mais o que faz para ter ibope. Já fez pizza, olimpíadas e agora brinca com a habilidade dos atores.

Depois de tantas trapaças, será que o telespectador foi realmente quem decidiu pela saída do candidato? Ou a Rede Globo foi quem decidiu? Por que um programa tão pobre, atinge uma audiência tão grande? Qual a cultura do BBB? O que o BBB contribui para o Brasil?

As emissoras de televisão, já não sabem mais o que fazem para prender o telespectador na sua programação. Sexo, violência, mentiras e discórdias, são os principais ingredientes para manter o povo brasileiro na profunda ignorância. Temos a opção de sermos ou não manipulados.