quarta-feira, 21 de maio de 2008

A NOSSA, TAMBÉM FOI BOA

Pelotas, na noite da última sexta feira, 16 de maio, pode presenciar diversos palestras na área de comunicação.

No auditório Central do Campus I, da Universidade Católica de Pelotas, ocorreu o seminário sobre o estágio atual e perspectivas para o futebol feminino. Dentre os palestrantes, estavam presentes a Deputada e representante do Ministério dos Esportes, Manuela D’Avila, Eduarda Streb e Elisabete Fernandes da RBS TV e Luis Castgliaro e Vinicius Munhnoz da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). A crescente prática do futebol feminino foi o principal assunto do debate. O seminário reuniu alunos de jornalismo, educação física e diversos desportistas de todas as áreas.

Já no Campus II, estudantes de publicidade tiveram a visita de um dos maiores grupos de comunicação do Brasil. A Escala Comunicação e Markenting é hoje a principal liderança do setor publicitário na Região Sul e conta com clientes como, Zero Hora e Praia de Belas Shopping Center. A Escala apresentou trabalhos e curiosidades, ao longo de seus mais de 30 anos no mercado.

Porém, o melhor ainda estava por vir. José Ricardo Castro, responsável pelo Espeto Corrido, coluna do Diário Popular, trouxe para os alunos, como principal questão, a situação da política em Pelotas. Sem medir palavras ou nomes, Castro, contou desde o seu começo de carreira até seus processos. No total de oito e deixando bem claro, “todos vencidos”. O palestrante, com mais de 30 anos de jornalismo, feliz pelo o que faz e apaixonado por Pelotas, mostro-se a vontade.

Entre macetes e técnicas para um bom marketing político, Castro apresentou diversos interesses pessoais que fazem com que, os partidos busquem uma coligação, deixando descaracterizados seus partidos e seguidores. “Esse processo é uma verdadeira máquina, e essa, tem que ser alimentada”. O jornalista ainda precisou alguns detalhes sobre as próximas eleições para a prefeitura de Pelotas. “São os mesmos de sempre e não haverá nada de novidades. Apenas, poderemos nos surpreender com alguma coligação entre os partidos.”

Sobre o presidente da República, Castro, explicou uma emenda em que daria uma nova possibilidade do nosso atual presidente, Lula, em novamente se reeleger. “O presidente diz que não quer, mas com a força, hoje, do ‘nome’ Lula, acho que ele não vai resistir, até porque existem centenas de interesses em todo o Brasil”. Se a nova emenda for aceita, não haverá segundo mandado e sim um mandado que passaria de quatro para cinco anos, já valendo para as próximas eleições.

A ligação do jornal Diário Popular com a cidade de Rio Grande, também foi debatida. Lembrando que, nesse mês, a parceria fechou um ano. “Essa nova idéia foi muito boa para nossa região, agora, poderemos ter uma nova oportunidade em Bagé. Temos força e conhecimento para seguir ampliando novas parcerias”, disse Castro.

Os estudantes presentes na palestra, saíram satisfeitos e com seus conhecimentos aprimorados sobre a verdadeira situação política em Pelotas. Certamente, as próximas eleições para prefeito, serão analisadas sob outros aspectos.

quinta-feira, 8 de maio de 2008


$$ A CULTURA DE PELOTAS $$

Estacionamento, Supermercado, Igreja e Loja

Em 1780, começa a história de um dos municípios mais charmosos de todo o Brasil.

Pelotas, terceira cidade mais populosa do Estado, está a 250 Km da capital gaúcha, Porto Alegre e é reconhecida nacionalmente como a terra do doce. Seus prédios históricos e por vez, bem conservados, dá a Pelotas, o título de cidade da cultura do Rio Grande do Sul.

Museu da Baronesa, Grande Hotel, Castelo Simões Lopes, Praia do Laranjal, Mercado Público, os Casarões da Praça Coronel Pedro Osório, Teatro Guarani e Teatro Sete de Abril, são alguns dos pontos turísticos mais conhecidos e visitados.

Gostaria de abrir um parágrafo para uma rara beleza. Quem visitar Pelotas e não passar pela Catedral São Francisco de Paula, não visitou a cidade. Fundada a partir de 1832, inclui-se sem dúvida entre as 10 Igrejas mais lindas do Brasil.

Além de possuir diversas faculdades e escolas, Pelotas, também é reconhecida por seu variado comércio localizado principalmente no calçadão da Rua Andrade Neves.

Contudo, infelizmente, a palavra “comércio”, vem se destacando e muito na cidade que já levou o nome de berço cultural. Há quem diga que em Pelotas só não se vende à alma. Talvez, por administrações desastrosas aliada com a alta tecnologia, a nossa Princesa do Sul, não seja mais vista como cultural e sim como a terra que nada dá certo. Particularmente, não gosto desses adjetivos e condeno filhos que mancham o nome de Pelotas por ai a fora.

Os nossos antigos e famosos cinemas, grandes representantes culturais, também não conseguiram escapar do forte comércio e foram atraídos e trocados por “moedas”.

O Cine Capitólio um dos mais antigos em atividade no Rio Grande do Sul, fundado em 1928, com capacidade para mais de 700 pessoas, fechou em outubro de 2007 e hoje funciona um estacionamento. Quando foi questionado sobre a falência do cinema, o proprietário contestou a ausência de público nas salas e disse que não tinha mais como segurar as despesas.

Em 1962, passou a funcionar o Pelotense Cine-Rádio, ou Cine Pelotense. Conhecido por suas matinês e filas para comprar balas, o cinema também não se adaptou ao modernismo fechando as suas portas em março de 1997. Suas poltronas foram leiloadas por R$ 10,00. Hoje, no local, está instalado um supermercado. No palco do antigo cinema, funciona a padaria e o açougue do estabelecimento.

Logo em seguida em 63, foi criado o Cine Tabajara. Responsável por grandes estréias cinematográficas como Jurassic Park, um dos filmes mais marcantes dos anos 90 e até hoje, o Tabajara fechou há quase vinte anos. Não resistindo à força das “novas Igrejas” o prédio foi comprado.

Pequenino mas aconchegante. Na sua programação; filmes para todas as idades até uma certa hora, em seguida, apenas para maiores de 18 anos. Criticado por muitos, o Cine Rei, também não conseguiu resistir à era dos anos 90 e fechou suas portas. Hoje, pela sua condição geográfica privilegiada, não poderia existir outra coisa que não fosse uma loja.

Não podemos condenar as pessoas que por um motivo ou outro, foram obrigadas a negociar os nossos espaços culturais. Precisamos entender que todos e tudo, passam por reformulações e modificações e infelizmente, se não nos adaptarmos não sobrevivemos. O que fazer se nos dias de hoje, existe o comércio clandestino de filmes? As condições financeiras ultrapassam até mesmo o charme dos antigos cinemas e tudo de maravilhoso que eles nos proporcionavam. Nada podemos fazer contra a Internet e a facilidade que ela traz para aquisição de um simples filme.

O que precisamos entender é que a mudança é inevitável. Nada será como antes. Mas, amar sempre a nossa terra é uma forma de apresentar a nossa cultura. Acreditando e buscando o melhor para Pelotas, ainda é a melhor saída.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

AUDIÊNCIA – cuidado criancinhas!



Em meio à violência em que o Brasil vive, o maior desejo de milhares de pais, principalmente de uma classe social mais necessitada, é ter por perto os seus filhos em casa sob sua proteção e longe das ruas.

A emissora de televisão Rede Globo (a primeira do Brasil e quinta do mundo mais assistida), é reconhecida por apelar na hora de conquistar audiência, ou poderíamos ter outra opinião, “Big Brothermente” falando?

O caso mais recente de apelo por audiência, não apenas vindo da Globo mas também da maioria das emissoras é o assunto Isabella - assassinada brutalmente pelo pai e madrasta. Quando essa menina poderá descansar em paz? Será que os diretores e responsáveis pelas programações não conseguiram lucrar o bastante? Quantos casos de brutais assassinatos, não acontecem com pessoas mais humildes em todo o Brasil e não são noticiados?

Voltando ao assunto, seguindo a idéia do primeiro parágrafo, existe uma atenção redobrada dentro da família para que os jovens não caiam na criminalidade, virando estatísticas, passando a ser o principal objeto de desejo da audiência principalmente de programas sensacionalistas apresentados todos os dias e em todas as emissoras.

O maior pico de audiência da Globo e de toda programação brasileira, depois do Jornal Nacional, é sem dúvida a novela denominada “das 8” que começa as 9 horas. No mês passado, a novela Duas Caras apelou covardemente. O diretor e também ator da trama, Wolf Maia, mostrou para todo país um aniversário surreal. Mais de 50 milhões de brasileiros ou 29% da população brasileira que sobrevive na pobreza puderam observar, com seus jovens filhos ao lado, a extravagante e luxuosa festa de criança. Recepção, piscina com salva-vidas, presentes caríssimos, mágicos, dançarinos, campo de futebol, seguranças, garçons, enfim, esse foi o cardápio que ditou o gigantesco evento. A infelicidade do capítulo, ainda contou com a seguinte frase dita pelo personagem que estava de aniversário, “se você quiser uma festa assim, insista bastante para o seu pai que ele lhe dá”.

Erra quem possa pensar que, nos dias de hoje a população mais pobre não tenha acesso a um aparelho de TV. Em centenas de casos, o menos favorecido troca a necessidade de uma geladeira por uma televisão.

Como uma família poderá dar para o seu filho uma festa assim, com pouco mais de R$ 80,00 por mês? O que dirá um pai para o seu eufórico filho, na esperança de ter uma festa no mínimo parecida? E se o seu filho insistir para ter a tal festa – como fez o ator - o que vão lhe dizer seus familiares?

A sociedade está acostumada a presenciar novelas, filmes e outros programas não condizentes com a nossa realidade. Mas, apelar contra as crianças, é a decadência, humilhação e falta de criatividade televisiva. A manipulação, nos dias de hoje, está estampada para qualquer faixa etária. Basta ligar a TV e pronto. Tem para todos os gostos, de três a dez anos, dos dez em diante, para negros, brancos, homens e mulheres, assim percorrendo tudo e a todos. Por onde andará a ética tão estudada e falada? A força do dinheiro está em qualquer lugar. Cometem um grave equívoco as pessoas que pensam que a televisão está ficando cada vez mais verdadeira.