
(Matéria Narrativa)
Existem situações na vida que nos deixam tristes e com sentimentos de incapacidade total. Com a dura rotina do nosso dia a dia, às vezes não conseguimos dormir por que nossos problemas vencem o nosso sono.
Na manhã do dia quatro de outubro, por volta das 9h15min, fui sacar um dinheiro na agência bancária do Banrisul (banco do povo), localizada no quartel da Brigada Militar. Como de costume, em seguida que efetuo o saque, aproveito a feira livre, todas as quintas-feiras e sábados na nossa principal avenida, Bento Gonçalves.
Era para ser mais uma manhã alegre, coberta de paz e cheia de perspectivas. Porém, o que não esperava, era a educação do policial que estava fazendo o seu trabalho na entrada do quartel. Quando cheguei ao local, existiam duas pessoas já esperando na fila. Resolvi ultrapassar a linha de espera e conhecer o lindo local que se instalam parte dos nossos protetores. Foi nesse momento que ouvi uma voz grossa, ríspida, me parecendo cheia de raiva e dizendo;
- Ô ô meu amigo!? Pois não!?
Olhei para o lado e reparei que era o guarda que cuidava o local. E então respondi;
- Espero a minha vez e apenas andei alguns passos para conhecer o quartel. Indignado, o gentil guarda, me disse;
- Aqui é área restrita! Área de segurança e tens que esperar pelo lado de fora!
Olhei para ele e respondi mais uma vez;
- Mas e aquela senhora esperando dentro do quartel?
E ele finalizou com todo seu poder;
- Já disse que é fora do quartel!
Naquela hora me senti um inútil, impotente e minha manhã foi por água abaixo. Me lembrei da maneira de como as pessoas falam com os cavalos e gritam com seus cachorros, como se também fosse o correto. Aquele cidadão (também responsável pela segurança da sociedade), usou de toda sua delicadeza e sobrepôs sua voz, mostrando que naquele momento quem mandava era ele. No mínimo, três pessoas presenciaram aquele ato de alta autoridade e puro desequilíbrio emocional.
Todos os dias em que abro a página policial dos jornais, me deparo com centenas de roubos, arrombamentos, homicídios e outros casos de policia e nem por isso questiono a maneira de como é conduzido o trabalho da nossa polícia. Não consigo entender, por que alguns policiais acham que são os donos do mundo. Não seria interessante haver uma boa educação principalmente com o cidadão de bem? Quero acreditar que esse acontecimento foi um fato isolado e que a Brigada Militar, não age dessa maneira.
Em cinco minutos, um despreparado policial, conseguiu liquidar um dia, que era para ser composto de paz e harmonia. Obviamente, não vou agir dessa maneira com qualquer pessoa que seja. Pois ainda acredito que a educação e a boa maneira de tratar alguns assuntos, prevaleçam em primeiro lugar.
Existem situações na vida que nos deixam tristes e com sentimentos de incapacidade total. Com a dura rotina do nosso dia a dia, às vezes não conseguimos dormir por que nossos problemas vencem o nosso sono.
Na manhã do dia quatro de outubro, por volta das 9h15min, fui sacar um dinheiro na agência bancária do Banrisul (banco do povo), localizada no quartel da Brigada Militar. Como de costume, em seguida que efetuo o saque, aproveito a feira livre, todas as quintas-feiras e sábados na nossa principal avenida, Bento Gonçalves.
Era para ser mais uma manhã alegre, coberta de paz e cheia de perspectivas. Porém, o que não esperava, era a educação do policial que estava fazendo o seu trabalho na entrada do quartel. Quando cheguei ao local, existiam duas pessoas já esperando na fila. Resolvi ultrapassar a linha de espera e conhecer o lindo local que se instalam parte dos nossos protetores. Foi nesse momento que ouvi uma voz grossa, ríspida, me parecendo cheia de raiva e dizendo;
- Ô ô meu amigo!? Pois não!?
Olhei para o lado e reparei que era o guarda que cuidava o local. E então respondi;
- Espero a minha vez e apenas andei alguns passos para conhecer o quartel. Indignado, o gentil guarda, me disse;
- Aqui é área restrita! Área de segurança e tens que esperar pelo lado de fora!
Olhei para ele e respondi mais uma vez;
- Mas e aquela senhora esperando dentro do quartel?
E ele finalizou com todo seu poder;
- Já disse que é fora do quartel!
Naquela hora me senti um inútil, impotente e minha manhã foi por água abaixo. Me lembrei da maneira de como as pessoas falam com os cavalos e gritam com seus cachorros, como se também fosse o correto. Aquele cidadão (também responsável pela segurança da sociedade), usou de toda sua delicadeza e sobrepôs sua voz, mostrando que naquele momento quem mandava era ele. No mínimo, três pessoas presenciaram aquele ato de alta autoridade e puro desequilíbrio emocional.
Todos os dias em que abro a página policial dos jornais, me deparo com centenas de roubos, arrombamentos, homicídios e outros casos de policia e nem por isso questiono a maneira de como é conduzido o trabalho da nossa polícia. Não consigo entender, por que alguns policiais acham que são os donos do mundo. Não seria interessante haver uma boa educação principalmente com o cidadão de bem? Quero acreditar que esse acontecimento foi um fato isolado e que a Brigada Militar, não age dessa maneira.
Em cinco minutos, um despreparado policial, conseguiu liquidar um dia, que era para ser composto de paz e harmonia. Obviamente, não vou agir dessa maneira com qualquer pessoa que seja. Pois ainda acredito que a educação e a boa maneira de tratar alguns assuntos, prevaleçam em primeiro lugar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário