quinta-feira, 13 de março de 2008

TROTE bagunça, violência e morte. Até quando?


Zombaria a que os veteranos das escolas sujeitam os calouros. Esse é um dos vários significados da palavra trote. Todavia, esse ato poderia se chamar imbecilidade (retardo mental em que o nível intelectual do indivíduo não ultrapasse o de uma criança de sete anos).

Todos os anos, nos deparamos com os tradicionais trotes onde o calouro vai normalmente para a sala de aula, porém é submetido a realizar coisas bizarras.

Quando o trote é leve, os veteranos (organizadores) impõem aos calouros passar um chiclete de boca em boca, andar descalços e outras infantilidades. Cuidado! Se você for um estudante de cabelos longos, terá que cortar os cabelos, sob pena de pagar um valor em dinheiro para a caixinha (local onde os veteranos guardam as economias para festas futuras). Se você se acha esperto e optar por não participar do trote, poderá ser banido de todos os eventos festivos de sua classe. Então, você não tem saída. Ou participa e é humilhado ou participa e é agredido.

Porém, todos aqueles que participam dos trotes, sabem que nem sempre os mesmos acabam bem. Em março de 1980, Carlos Alberto de Souza, calouro da Universidade de Mogi das Cruzes (SP), não aceitou que alguns “veteranos” cortassem o seu cabelo. Revoltados, os estudantes que praticavam o trote agrediram o calouro com socos e pontapés – Souza não resistiu aos atos de violência e morre. Dez anos depois, o estudante de direito George Parreira Mattos, morreu em conseqüência de uma parada cardíaca, quando tentava fugir de um trote, em Rio Verde (GO). As humilhações também fazem parte desse ato. Foi o que aconteceu em 1993, com o estudante Ugo Luís Júnior, do curso de engenharia da Unesp de Guaratinguetá (SP). Devido ao constrangimento o aluno abandonou a vaga depois de ser agredido e obrigado a carregar um peso de sete quilos em seus órgãos genitais.

Outros absurdos como, alunos de faculdades particulares disputando espaço nas sinaleiras com pessoas que não têm o que comer, para ver quem leva a melhor em míseros dez centavos, mancham ainda mais a nossa cidade, sofrida pela indiferença e o elevado número de meninos de rua que tentam sobreviver com esses trocados. Ovos, frutas, farinha e outros mantimentos, são as fantasias do desperdício. Fantasias que, por um momento pode servir de alimento para um mendigo. Não podemos deixar de demonstrar a nossa indignação com a sociedade conivente com esse ato desanimador. Sociedade, que muitas vezes se queixa das taxas tributárias altíssimas e ajuda um calouro a encher o bolso de dinheiro, deixando de doar para quem precisa. A questão aqui, não é apoiar o “trocado na sinaleira”. Mas, já que está disposto a doar, que doe para quem realmente precisa.

Depois de atingida a sua cota, para onde vai o dinheiro “suado” que os calouros arrecadaram em seu árduo trabalho? Seria para algum asilo? Para um orfanato? Ou, para uma humilde escola? O pior, é a resposta para essas perguntas. Porque não há uma resposta para essas perguntas. O lucro, servirá para grandes festas dos veteranos onde a regra básica é beber até cair. Zoar daqueles que por um momento foram vistos como ingênuos e impotentes.

No país da desigualdade, mesmo nas sinaleiras, fica claro que, a brincadeira de uns é o ganha pão de outros.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

A PALHAÇADA DE 2008 ESTÁ LANÇADA



Depois de suas medíocres novelas, onde seus escritores precisam realizar cenas de sexo ou morte para levantar a audiência, a Rede Globo realiza a oitava edição do BBB (Big Brother Brasil). Considerado como um jogo, o BBB veio para tentar subir a audiência da maior emissora da América Latina.

Indiscutivelmente o BBB é programa de maior audiência em todo o Brasil. O jogo já pode ser acompanhado ao vivo. Porém, a manipulação de informação para os telespectadores meses antes do programa ir ao ar, faz com que milhares de pessoas criem a esperança de ser um dos participantes. Mas o que eles não sabem é que os jogadores já estão escolhidos. Muitas vezes atores, músicos ou “quase” famosos que precisam apenas de um empurrãozinho para conseguir a fama. Foi o caso do bem sucedido e vencedor da sétima edição do BBB Diego Alemão, que confessou no próprio jogo, nunca ter participado de entrevistas ou ter mandado qualquer vídeo para a produção. http://www.poltrona.tv/diego-alemao-nao-mandou-video-para-o-bbb/.

O jogo brinca com o temperamento de seus participantes, incentivando a discórdia, manipulação e mentiras. Os jogadores devem seguir um roteiro estipulado pelos idealizadores da famosa competição. Ora devem discutir, ora conspirar, ora chorar. Devem participar de grandes festas, com bebidas e um cardápio de dar inveja a qualquer restaurante. A Globo esbanja fartura, tudo do bom e do melhor para 14 pessoas que estão lá para um único propósito, FAMA.

Quando chega a hora do paredão (onde um jogador deixa o jogo), é conhecida mais uma farsa. O apresentador e às vezes mal humorado Pedro Bial, mostra alguns familiares dos participantes, a espera do ente querido. Pois bem, o que ninguém imaginaria fosse que o restante da platéia eram atores coadjuvantes contratados da Rede Globo, para animar e completar as lacunas na platéia.

O eliminado deixa o jogo como se fosse um guerreiro antigo, um verdadeiro vencedor, mais aplaudido ou vaiado que o Presidente e emocionado porque foi eliminado da competição. Em seguida, o eliminado ou vencedor, ainda precisa cumprir o restante do contrato e participar de alguns programas como o do Faustão, que já não sabe mais o que faz para ter ibope. Já fez pizza, olimpíadas e agora brinca com a habilidade dos atores.

Depois de tantas trapaças, será que o telespectador foi realmente quem decidiu pela saída do candidato? Ou a Rede Globo foi quem decidiu? Por que um programa tão pobre, atinge uma audiência tão grande? Qual a cultura do BBB? O que o BBB contribui para o Brasil?

As emissoras de televisão, já não sabem mais o que fazem para prender o telespectador na sua programação. Sexo, violência, mentiras e discórdias, são os principais ingredientes para manter o povo brasileiro na profunda ignorância. Temos a opção de sermos ou não manipulados.

domingo, 16 de dezembro de 2007

O que estão fazendo com a querida Pelotas?


Como se já não bastassem ruas intransitáveis e violência freqüente, agora querem esconder uma das belezas da nossa doce cidade, a praia do Laranjal.
Fico me questionando o porquê de realizar um encontro de vôlei de praia, no qual, presente a melhor dupla de voleibol do mundo Ricardo e Emanuel, num ginásio ao invés de aproveitar as paisagens e o clima ótimo para a prática do esporte no Laranjal.
Deve haver alguma explicação lógica para esse absurdo. Tanta falta de opções turísticas, que quando ocorre um encontro como o que aconteceu na última sexta e sábado, onde a praia do Laranja poderia ganhar um destaque maior, seus organizadores (parabéns pela iniciativa) decidem realizar o encontro na AABB.
O que observamos na ocasião foi uma praia montada que não havia mar ou lagoa. O público presente, teve que se contentar com coqueiros artificiais.
Segundo informações complementares, o evento não foi realizado no Laranjal, pois a distância até as praias poderia inibir os amantes do voleibol. Será?

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

O caos no trânsito de Pelotas





Nas primeiras horas do dia 9 de abril de 1979, nasceu um dos filhos mais apaixonados por Pelotas. Quando criança, pensava que tomar conta de uma cidade fosse uma tarefa sem dificuldade para os responsáveis da área. Que a falta de luz pudesse ser facilmente resolvida, que os bandidos fossem parar na cadeia e as pessoas pudessem viver em perfeita harmonia.

Pura ilusão. Percebi a minha cidade despencando. Os políticos apenas preocupados com a suas permanências nos cargos, deixando de lado a ética e a vontade de governar uma cidade tão importante.

Dentre vários exemplos do descaso pelos governos, gostaria de citar o trânsito em geral da nossa cidade. Em primeiro lugar, existe algum filho de Pelotas em sã consciência que não tenha uma crítica sobre o trânsito?

Os azuizinhos foram para as ruas para educar os motoristas e orientar os pedestres. Realmente é um trabalho consciente e interessante. Como dar créditos para esses “pobres” trabalhadores se as condições são poucas, e as que ainda restam, precárias. Por onde andam os automóveis destinados para que essa classe realize um trabalho mais ostensivo?

As sinaleiras estão às escuras. Já fazem mais de duas semanas, na extensa rua Marechal Floriano, sob os cruzamentos das ruas Quinze de Novembro e Andrade Neves, que os semáforos servem apenas para desviar a atenção dos motoristas e pedestres, causando tenção com uma dose de suspense. É um verdadeiro show de buzinas. Bem que naquele trecho de movimento intenso, poderia estar presente um agente de trânsito, para auxiliar o fluxo dos automóveis e pedestres.

É um repertório de obras mal concluídas. O SANEP abre os buracos, mas o SANEP não os fecha. E quando tenta, não consegue. E de quem é a culpa? É da Prefeitura ou dos contribuintes que ainda pagam IPVA, seguro obrigatório, multas e outros impostos para transitar com seus veículos e não os ter confiscados pelas “máfias” das garagens.

As ruas, pelas quais nossos carros transitam são emaranhados de buracos, crateras, pedras e outros adjetivos, menos asfalto. Avenida Dom Joaquim, Bento Gonçalves, Santa Cruz, Deodoro, Santos Dumont, Andrade Neves, Voluntários da Pátria, Rafael Pinto Bandeira, são exemplos fáceis e visíveis do descaso da Prefeitura. Cito essas, pois a grande maioria faz o acesso com o Centro da cidade onde sobrevive Pelotas.

Escolher o melhor buraco por onde passar já não é novidade na terra do doce. Qual o automóvel deveria quebrar para que houvesse reformas nas estradas? Seria de alguém que exercesse um cargo especial na Prefeitura?

Não acreditar nem mesmos nos “confiáveis” semáforos, já é normal. Não devemos esquecer que em alguns cruzamentos as sinaleiras dormem após a meia noite. Melhor dizendo, descansam, causando tensão nos motoristas que não têm certeza sobre a correta preferencial, pois as mesmas ficam piscando e piscando.

A Avenida Bento Gonçalves, virou pista de velocidade. É um festival de imprudência, é moto passando pelo meio dos automóveis, é competição de som, e o triste resultado dessa verdadeira bagunça nas páginas da policia no dia seguinte. Há quantos anos persistem esses problemas? E por quantos mais vamos presenciar esses absurdos? Quem precisa morrer para que a Prefeitura tome mudanças drásticas na penalidade desses infratores? Não gostaria de acreditar que nada pode ser feito. Que esses delitos passem despercebidos e que a vida seja colocada em risco, ora por rachas ora pelas condições das pistas.

O que devemos fazer então? Esperar? Eu prefiro rezar.....

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Futsal em alta

COLUNA – Marcelo Bertholdi Oxley
(matéria pubicada no mês de outubro)



Há muitos anos não víamos em Pelotas, um futsal com extrema qualidade.

Nos anos “dourados” do futsal, muitos desses atletas que hoje orgulham nossa cidade talvez não fossem nascidos.

Pelotas, sempre esteve no topo do esporte. Não é por acaso que muitos jogadores pelotenses, fazem sucesso em diversas equipes do Estado, Brasil e do mundo. O ponto forte do nosso futsal é o trabalho realizado nas categorias de base.

No início de 2000, AABB (Associação Atlética Banco do Brasil) e APE (Agremiação Pelotense de Esportes), tentavam com pouca estrutura, mas com muita dedicação, não deixar morrer esse esporte que sempre foi evidência e uma paixão em Pelotas.

Em seguida, veio o ousado projeto da UCPel em meados de 2004. Projeto que já somou, um vice campeonato Citadino no mesmo ano, terceira colocação na Série Bronze (2005), Campeão Série Prata e Citadino (2006), vice campeonato da IV Copa Sul e Campeão da Unificada Ouro Prata (2007). Em 2008, a UCPel já está garantida na Taça Brasil.

Com quase três anos de existência, a UCPel já participa da Série Ouro e tem uma campanha de causar inveja até mesmo para tradicionais times de futsal do Estado como Ulbra e Atlântico. Hoje a UCPel soma nove pontos em 12 disputados e ocupa a vice-liderança, atrás apenas da ACBF de Carlos Barbosa com dez pontos.

Depois de realizar um jogo parelho em Horizontina contra a John Deere, a equipe pelotense foi derrotada por 3x1. Resultado normal, mas contestado pelos jogadores da Universidade, pelo ritmo de jogo imposto e pelas inúmeras oportunidades perdidas de gols. Se vencer Carlos Barbosa na próxima rodada em Pelotas, no ginásio do Sest Senat, o time de Betinho reassume a liderança da Ouro.

Contudo, é lastimável alguns meios de comunicações não acompanharem o grande momento que vive o futsal em Pelotas. Esperamos que nessa fase quente, possamos observar os lugares no ginásio destinados as rádios e as emissoras de tv’s, realmente ocupados pelos profissionais da área.

É o momento de todo pelotense prestigiar o esporte da bola pesada. Além do sucesso da UCPel pelo Estado, Paulista e Brilhante disputam nas categorias de base, seus jogos finais pelo futsal. O campeonato Citadino também está chegando na fase final. Portanto, tem futsal para todos os gostos e idades.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Um comentário infeliz




Artigo - THOLL



A nossa cidade, Pelotas, sempre levou uma triste fama de “mesquinha” por algumas localidades do Estado, nas quais tive a oportunidade de conhecer. Os pelotenses nunca foram reconhecidos por pessoas humildes ou generosas. Por mais que descorde dessa posição, acredito que os grandes culpados dessas teorias, sejam os antigos moradores ricos e despreocupados com o restante da sociedade. Esses cidadãos, são os mesmo que afundaram Pelotas na miséria e desemprego.
Anos se passaram, e ainda nos dias de hoje, Pelotas possui um descrédito pelo Brasil a fora. Quem já não ouviu falar que nada em Pelotas dá certo? Quantos filhos da nossa terra, tem a triste incumbência de dizer que são pelotenses? Muitas dessas pessoas não deram certo aqui e agora menosprezam suas origens.
O espetáculo do Tholl imagem e sonho, é reconhecido nacionalmente. Como produto 100% pelotense, já se apresentou nos principais programas de televisão do Brasil. Com inspiração no Cirque du Soleil, as diversas tarefas são exercidas com êxito, causando ao espectador um verdadeiro sonho de ilusões. Não me recordo de alguma pessoa ter reprovado o espetáculo. O grupo Tholl é fascinante principalmente para crianças, por apresentar números coloridos e engraçados.

“Agora que somos sucesso,
apareceram muitas empresas querendo nos patrocinar”.


Mas o que presenciei em sua última apresentação na nossa tão querida terra, além de um grande espetáculo, foi uma infeliz colocação do seu diretor geral, que no final do show comentou do sucesso do grupo, esquecendo-se de suas raízes. Teria ele esquecido daquelas pequenas salinhas cedidas pelo Colégio Pelotense bem no início de sua carreira? Será que ninguém ajudou para o progresso do grupo além da Universidade Católica de Pelotas?
Porém, precisamos entender que suas palavras poderiam ter vindo como forma de desabafo, pois certamente não deve ter sido nada fácil o Tholl ter chegado aonde está.
Mas porque desprezar a nossa cidade? Por que não agradecer essa terra sofrida pelo esquecimento de seus filhos? O que há de errado em dizer e agradecer uma cidade linda e cheia de vida?
Enfim, tudo poderia ter acabado bem. Mesmo havendo o agradecimento final, daquele nada humilde cidadão, Pelotas ainda seria visto como terra “imprópria”.
“Agora que somos sucesso em todo Brasil, aparecem muitas empresas querendo se aproveitar dessa situação e nos patrocinar”, frase típica de filho nada pelotense.
Agradeço a Deus, por ter nascido nesse solo e nunca ter desfeito da minha ou outras cidades. Entristeço-me e tenho dó desse comentário acima citado por um filho de Pelotas.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Campeonato dos Cirurgiões


Matéria Opinativa

Foi realizado na última terça-feira em Canoas, no Canoas Parque Hotel o Miss Rio Grande do Sul 2008, reunindo as mais belas mulheres de todo o Estado.

Diversas cidades tiveram suas representantes. No total, foram 67 candidatas. A escolhida para representar o Rio Grande do Sul no Miss Brasil de 2008, foi Natália Anderle da cidade de Encantado. Dentre vários prêmios, a Miss obteve como principal o valor de R$ 12 mil reais.

Porém, o concurso não impede que as participantes tenham realizado algumas cirurgias plásticas. Esse fator, tira o brilho da mulher gaúcha. Para piorar ainda mais a situação, a vencedora terá o direito de realizar uma cirurgia, se achar necessário, para participar do Miss Brasil do próximo ano.

Será que há alguns anos não vamos dar o prêmio para o melhor cirurgião? É justo uma participante com um maior poder aquisitivo se valer de sua situação financeira? Os jurados e idealizadores desses eventos, não se dão conta que estão avaliando muitos corpos produzidos em laboratórios? É correto para um concurso, a beleza ser transformada e não ser natural?

Antigamente era tudo mais lindo. Vencia a mulher que realmente nascia com sua beleza, seja ela qual fosse. Hoje vemos implantes de silicones em várias partes do corpo, uma acentuação nos lábio por botox, micro implantes de cabelos, lipoaspirações, enfim, um arsenal clínico. Os cirurgiões chegaram ao extremo de remover costelas para melhor o desenvolvimento abdominal da mulher.

Ainda há tempo para que nos próximos anos, sejam realizados concursos verdadeiros e que realmente seja avaliada a beleza pura do ser humano.